Porque Sou Contra o Uso da Bateria Dentro da Igreja Adventista?

Porque Sou Contra o Uso da Bateria Dentro da Igreja Adventista?

Em algumas ocasiões algumas pessoas já me fizeram esta pergunta.

Teve um rapaz que me perguntou se era porque a bateria reporta à cultura negra e se isto não é uma expressão de racismo.

Vejamos antes da minha resposta:

Um Breve Histórico Sobre a Bateria

A origem da bateria se encontra nos grandes instrumentos de percussão dos negros africanos, modificados e adaptados à música produzida no continente americano, especialmente o jazz.

Bateria é um conjunto de instrumentos de percussão, tocados por um só instrumentista, que faz parte da seção rítmica de um conjunto musical. Compõe-se basicamente de um bombo, com uma das faces voltada para o baterista; um tarol, dotado de cordas ou bordões de metal; uma caixa; dois pratos simples, um a cada lado do baterista, e um prato duplo, suspenso por um dispositivo dotado de pedal.

De sua função primitiva, que era apenas marcar os tempos, a percussão evoluiu junto com a música afro-americana. Desde os primeiros grupos de King Oliver, na década de 1910, a bateria pode ser vista como o elemento mais constante e característico dos conjuntos de jazz. A partir de 1920, graças à improvisação própria da execução jazzística e ao talento de alguns percussionistas, a bateria emancipou-se e adquiriu uma autonomia que a igualou em importância aos instrumentos da seção melódica.

  • De certa forma podemos afirmar que a bateria não é um instrumento musical, pois a mesma não possui a capacidade de produzir melodia.
  • Dos instrumentos que compôem a bateria, podemos identificar apenas um que se assemelha ao címbalo bíblico e que permaneceu no templo depois que Deus deu as devidas orientações a Davi e aos profetas de sua época sobre o serviço musical do templo.
  • Destacando ainda que fora do templo ficaram os tambores e demais instrumentos de percussão.

No começo da década de 1940, o surgimento do be-bop causou uma revolução nas concepções rítmicas, que teve como conseqüência principal proporcionar aos instrumentistas grande liberdade de invenção. Para os bateristas, essa foi a fase da experiência polirrítmica, depois da qual alguns conjuntos passaram a prescindir da bateria e a priorizar, na seção rítmica, o contrabaixo. Com o rock and roll, a bateria retomou sua função de marcação explícita.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Todavia, voltemos à pergunta inicial: “Porque não o uso da bateria dentro da igreja adventista?”

Por algumas razões bíblicas óbvias e não apenas pelos fatos históricos mencionados acima.

  • Devemos fazer diferença entre o que é santo e o que é profano. (Ezequiel 22:26  Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano, não fazem diferença)
  • Porque Deus nao permitiu instrumentos musicais com tambores no templo. Isto é no mínimo uma “dica” de que Ele prefere os cânticos sem tambores (e não existe bateria sem tambores). (Ver: II Crônicas 29:25 e 26)
  • Finalizo a resposta com o estudo bíblico sobre música. Veja: https://musicadventismo.wordpress.com/2005/11/06/estudo-biblico-sobre-musica/
  • O manual da igreja adventista:
  • Grande cuidado deve ser exercido na escolha da música. Toda melodia que pertença à categoria do “JAZZ”, “ROCK” ou suas formas correlatas, e toda expressão de linguagem que se refira a sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas pelas pessoas verdadeiramente cultas. Usemos apenas a boa música, em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja. A MÚSICA (Manual da Igreja pág.172)
  • Os marcos antigos da Igreja adventista deveriam ser mantidos! (Provérbios 22:28) Hoje podemos ouvir dentro da igreja “hinos” com “cara” de” rock romântico” e “jazz”, antes do sermão. Se você entende um mínimo de música, já leu as orígens do rock e já ouviou as primeiras composições de Rock romântico, sabe que essa afirmação é verdadeira!
  • Você consegue ver alguma razão pela qual a bateria não deveria ser usada dentro da igreja?
1. Pela Bíblia, sabemos que se ela existisse no passado, teria ficado de fora do templo.
2. Ela não é melodiosa.
3. Ela reporta ao jazz e rock, sons profanos que exaltam a glória humana e suas paixões. (Diferença entre santo e profano)
4. Ela não era aceita anteriormente pela igreja (Marcos antigos).
5. Ela não deveria ser tão importante ao ponto de causar divisões dentro da igreja.(1 Coríntios 8:13  E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.)
6. Alguns que a defendem, nem têm certeza do que estão defendendo, estão na dúvida se é correto ou não porque não estudaram a Bíblia sobre o assunto! (Romanos 14:22).
Estes são alguns pontos que me indicam que este instrumento não deveria permanecer dentro da igreja! Não é demonização do instrumento, assim como não existe demonização da maconha, do cigarro, do álcool, mas, a obra que os mesmos podem fazer na vida de um ser humano!
Lembre-se!
Na dúvida, não ultrapasse!
Anúncios

Sobre Adna

Sou Cristã, pertencente à Adventista do Sétimo Dia, nascida nesta igreja, frenquentadora, ativa, dizimista... sou esposa, mãe e professora. Gosto de ler, estudar, pregar, partilhar do amor de Deus com as pessoas! Este espaço é para divulgar a minha fé em um Deus amoroso e justo, na Sua palavra e nos ensinamentos dos Seus profetas!
Esse post foi publicado em Música na Igreja Advetista, Sem categoria. Bookmark o link permanente.